quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Jogos Lúcidos: A Poética além do Letramento e os arames massacrantes.

O que acontece quando você lê poesia para uma criança?
Ela te olha estranho, pensativa, pede pra repetir, pede pra ver outra... E o que acontece quando essa poesia é lida dentro de uma escola, não pra uma criança, mas para um grupo de crianças, em sua maioria moradoras da periferia, que diariamente tem que lidar com as mais diversas situações dentro e fora do seio familiar, às vezes sem as condições mínimas de moradia, saúde e alimentação?
Como apresentar a poesia, nem que seja por uns minutos no dia destes pequenos e fazer ela ficar?
Não tem receita. E penso que essa é uma das potências da poesia, ela funciona diferente pra cada um, ela chega diferente em cada um, aprendemos a respeitar isso.
E desta vez resolvemos apresentar a poesia de outra forma, com outras mãos, mãos pequenas. O barato era experimentar, escolher, colar, cortar, ser o autor do livro. Levar para o quintal e olhar além dos arames massacrantes, dos arames que nos paralisam e contaminar eles com nossos olhares. Assim, o projeto Palavra Coletiva abarcou na Escola Municipal Marinete e eis que tudo começou a brotar.

Levantando essa Bandeira!





Um poeta chamado Patativa que tinha asas maiores que o mundo!