quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Andarilho


Perdoe a pouca prece
destes lábios inertes
que só sabem calar.

Perdoe estas mãos
que não se unem,
que são imunes 
diante do mar.

Perdoe essa vida com pressa
a falta de reza
sem tempo pra amar.

Perdoe estes passos largos
que não olham para os lados
que não sabem chegar.

Por mais que esta reza perdure
Que não haja cura
Que perca o lume
Ainda saiba sonhar
E o sonho não pereça
Antes que anoiteça
perdoe essa pressa
esta noite
este mar.

2 comentários:

  1. Bom dia querida Rafaela.. o perdão muito bem traduzido nos teus versos, que soaram cantados e rimados tb..
    falar desta palavra é sempre bom pq ela acaba sendo perdoada quando liberada de nós.. bjs e até sempre moça querida

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  2. Em versos falou de julgamentos...bela construção!
    Nem sempre somos aquilo que os outros querem que sejamos. Nem mostramos fé do jeito esperado. Simplesmente por não saber demonstrar.
    Bom dia Rafaela.

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