terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Uma folha em branco



Por estes dias de novidades
Há o dever de se reinventar
Eu apanho uma folha em branco
Recolho meus sorrisos
de manhã calma e serena.
Apanho o livro,
sem jeito,
ainda não costumeiro
do balé da minha vida.
Fito-o com olhar perdido,
receoso da missão.
Precisarei mais que palavras
pra escrevê-lo.
É preciso buscar aquele salto no escuro
adiado, interrompido, inacabado.
É preciso visitar as feridas das mãos,
colocar tudo numa prateleira,
emoldurar e nomeá-las como troféus.
Assim, a liberdade de traçar as linhas
desse imenso vazio
preencherá o que dentro não cessa.
O enfrentamento de uma arte clandestina,
o maior de todos os enfrentamentos da escrita:
Ser plural.

3 comentários:

  1. Boa tarde Rafaela.. numa folha em branco deixei e continuo deixando a minha vida e partes de mim inacabadas... não precisamos de troféus, mas de realizações interiores que não deixem o vazio perdurar.. abração e um excelente dia moça querida
    até sempre

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    1. Oi meu querido! aqui renovo os votos de felicidades para vc este ano, obrigada pela sua indispensável presença e manifestação aqui no meu blog. Quando falo de troféus, falo das nossas falhas que se tivermos a humildade de reconhecê-las, mostrá-las e aprender com elas, a caminhada se fará mansa e irremediavelmente feliz... bjs!

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  2. Numa folha em branco deixamos impressões que lá permanecerão...assim como na vida
    Amei menina linda

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