segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Saudade não tem nome



Tinha perdido as chaves desta estrada
esquecido os cânticos
a marcha...
Mas hoje
teu rosto rompe a madrugada
Decreta o destrato
Anula o grito.

Esta saudade não te chama
Ela inflama
meu coração 
em cores de tinta
Vermelho azul cinza

Saudade não tem nome
tem teus olhos postos 
intactos no retrato
Histórias findas
Interminável fuso

Saudade não tem nome
Tem esse quarto
Esta carta 
Este retrato
Interminável forma de você.

5 comentários:

  1. Bom dia Rafaela.. por mais que a gente veja a saudade como algo bom.. ela é bem o oposto.. ela machuca muito pq nossos quereres não entendem o processo da mesma.. o melhor caminho é da neutralidade.. abração e um lindo dia

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  2. Parabéns pelo belo texto,
    Compartilho com satisfação.
    Abraços.
    VBMello

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  3. Boa noite linda Rafa, tudo bem querida? Espero que sim. Aqui no Rj o calor anda castigando! Amei toda sua poesia. Saudade é o amor que fica, e se fica em nós, é porque tudo valeu muito a pena. É como diz nossa adorável Clarice Lispector, sobre esse tema bem contraditório:

    Ela é a prova inequívoca
    de que somos sensíveis!
    De que amamos muito
    o que tivemos
    e lamentamos as coisas boas
    que perdemos ao longo da nossa existência...

    Parabéns amiga, tudo muito lindo !

    Dan.

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  4. Eita Rafaela!
    A saudade consome...absorve, acompanha....parece as notas de uma canção tirada do coração.
    Muitíssimo lindo e bem construído....amo seus poemas e seu estilo singular.
    Abraços

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  5. Adorei o texto, parabéns!! Seguindoo :)
    Bjs!
    http://marcasindeleveis.blogspot.com.br/

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