terça-feira, 19 de novembro de 2013

Poeminha


Poesia miúda
Assim calada
Diminuta
                          Grita            [mais que a própria]
escrita.

sábado, 9 de novembro de 2013

Do portão pra dentro


Do portão pra dentro é silêncio.
Abraços esquecidos
Livros empoeirados
Recordações tamanhas
Preces na madrugada
Do portão pra dentro não há aniversários.
nem noites de ano novo
não há paredes fortes o bastante,
para o sol do meio dia.
nem beijos de amor eterno
nem banhos de chuva
Do portão pra dentro é solidão.
Coração que não acelera nenhum instante
Coração que não sabe de futuro
Desamores de fim de tarde
Do portão pra dentro é portão.
Fechaduras
Esperança de brisa leve
Esperança de despedidas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Labirintos



Labirintos de olhos e mãos e pernas
E vozes que soam eternas
no transitório apito das máquinas de lata
Labirintos de gente que passa
que são feitas de saias,
são feitas de calças.

São de labirintos os muros que se tecem escritos
E os escritos soltos no vento
E os escritos rasgados pelas mãos
E os escritos que voam entre as pernas
E de olhos que veem nas mãos os escritos
andando nas ruas.