terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Edifício


A rima é o desespero da poesia
Fechada pra aluguel
Em dias de turbulência.

Coisa densa
Empacotada
Caco solto na estrada
Encomenda demorada.

Só encontra quem pisa nela
Há de ser confete quem encontrá-la
Nem ímpar nem par
Roda gigante
Paralela
Linha disto.ante.

A rima edifica o olhar:

Poesia-edifício.

E não precisa rimar pra ser concreta
É concreta assim desfeita em pó
Da construção-do-edifício-do-olhar.

Eu olho a poesia sem rima
A rima-do pó-do concreto
Rima que bate e apanha sem dó
A não-sintonia

Híbrida

Afogada na própria vírgula.

O que seria da poesia sem o edifício
a construção, o olhar e o pó?.

Ainda sim poesia

Edificada
Dissonante
Transgressora
Transgestiva
Traída
Poesística.

3 comentários:

  1. Bom dia Rafaela.. a poesia é sempre poesia independente de rima.. mas não consigo ficar sem elas.. só elas me fazem construir castelos de palavras abração e um lindo dia
    grato pela visita

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  2. Edifício mermo rimar, às vezes a suadeira é de lascar!
    Ficou linda sua construção que começou no pó, misturou ao cimento e deu nessa maravilhosa construção.
    Abração minha linda é uma honra ter seus comentários, que sempre são verdeiros e ver nas entrelimhas.
    Apareça quando puder, mas volte sempre!

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