quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sobre silêncios


No meio do alvoroço um moço
No meio da praça um segredo
Com o corpo preso.
Surpreendidos! todos ficaram aflitos.
Aquilo me atingiu
Aquilo nos acusou
Inflamamos gritos.
Naquele momento passamos a ser ele
E ele fez parte de nós
Ficou horas ali parado no chão de barro

Sujo, mudo e culpado

Culpado sem juramento
Preso sem redenção.
Eis quais eram suas sentenças
O moço na praça
No seu silêncio
Condenava-nos

A culpa coletiva
Aos poucos... sua história de vida
Ladrão de galinha
Ladrão de gente
Um coitado
Uma vítima
Curioso... As descobertas revelam
Muito mais de quem as pergunta.
Mas como se libertar?
Se somos labirinto?

2 comentários:

  1. Bom dia Rafaela.. encontrei teu blog num blog amigo.. muito bom o teu poetar.. poesia é uma libertação realmente.., sou muito apegado a rimas, mas estou aprendendo a ler os versos brancos que sempre tem muita riqueza.. deixo meu blog se quiser visitar
    lapidandoversos.blogspot.com.br

    tenhas um lindo dia bjs

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  2. Bom dia Rafaela. Encontrei o seu blogue linkado no meu amigo acima, o Samuel. Está de parabéns, pela visualização e bela poesia. Escrever é acima de tudo se libertar de toda forma de preconceito, é deixar a alma falar com nossas mãos. Gostei tanto do seu espaço, que continuarei aqui e já estou te seguindo. Te convido a visitar meu cantinho.

    http://gagopoetico.blogspot.com.br/

    Tenha um ótimo dia!
    Dan.

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