segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Deixa


Deixa fugirem estes pequenos afagos,
No cabelo molhado
Da face enrustida
No meio do nada
Depois da briga

Deixa fugir teu braço no meu,
Correndo incessante
Caminho sem fim
Deixando poeira
Fazendo clarão
Correndo descalços, em pleno verão

Deixa fugir a voz,
Te chamar pra dentro
Esperar na porta
Ouvir teu lamento
Rezar contigo
Te dar abrigo

Deixa fugir meu olhar sobre o teu,
procurando vestígios,
de um amor em comum
Par a par, cada um.


2 comentários:

  1. "No meio do nada... Depois da briga"...

    Olá, Rafaela Senna. Pois é, amor que acontece depois da briga, tem na briga um pretexto para o amor, mas nesse caso a briga já não é mais briga, é só parte do amor, esse tipo de briga.

    Gostei.
    Abraços!

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  2. Boa noite Rafaela.. uma poesia bem descrita.. bem como nosso ser quer, que tudo flua a natural, que deixemos ir tudo que nos prende.. tem um misto de versos brancos com rimas. muito me atraem as rimas né rsrs bem sobre os sonetos que tu deixaste no comentario, então.. são muito trabalhosos, aprendi a fazer eles em 2006, pois eu achava que os estava fazendo mas não tinha noção de métrica.. um amigo que nunca vou esquecer me ensinou a ver onde eu estava errando.. e depois lendo sonetos famosos caiu a ficha.. o poeta só é reconhecido por eles.. e basta a gente ler os grandes tudo esta lá perfeito, métricas. redondilhas maiores ou menores.. nada fugia disso.. tenho muitas obras.. muitas poesias normais.. e cheguei ao numero de mil sonetos a um mes atrás.. então acho que sairei de giro ainda rsrs vão ter de gostar de poesia pra me ler.. pq a coisa tá grandiosa já.. uma linda noite pra vc até sempre

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